Restauro de Azulejos

Quando uma fachada se deteriora e a queremos recuperar, dificilmente encontramos no mercado um produto comercial de substituição. Será mais fácil a substituição te toda a fachada por algo novo. No entanto, nem sempre isso é possível, quer pelo facto de ser obrigatório conservar a fachada original, ou pela beleza que se pretende manter, dada a riqueza estética do azulejo da fachada.

Quando se torna imperativo o restauro, devemos procurar um atelier ou um restaurador que se dedique com profissionalismo a este assunto.  O restauro de azulejos não é fácil.

Obriga em primeiro lugar a ter as condições, materiais e equipamento para o restauro.

De um modo geral, trabalha-se sobre azulejo de vidrado crú, de produção industrial ou manual.

A técnica de decoração tem de ser estudada, podendo ser usada a estampilha, ou a pintura manual.

As cores têm de ser preparadas propositadamente para o projeto de restauro de azulejos pretendido. Temos de ter em atenção que as tintas irão a um forno a temperaturas muito elevadas e por isso as cores que saem, normalmente não correspondem às cores á temperatura ambiente antes da cozedura.

A experiência do restaurador é muito importante.

Francisco Cunha, é um dos mais experientes restauradores dos nossos dias.

Passou pela escola da Aleluia – Aveiro e neste momento tem no seu atelier a possibilidade não só de restaurar o azulejo tradicional, como também produzir azulejos com relevos e outros, criando também novos padrões para gabinetes de arquitetura e fachadas contemporâneas.

Se o restauro é mais exigente e envolve não apenas a reprodução cerâmica, como também a fixação dos azulejos originais e rochas ornamentais ou estruturais, o melhor, caso o projeto seja de maior responsabilidade, o melhor mesmo será contactar um geólogo especializado no assunto.

O Eng. Carlos Galhano será um profissional a consultar nestes casos, para numa visita e consulta poder dar o seu parecer enquanto especialista na área.